Colocar Silicone Por Cima ou Por Baixo do Músculo: Comparativo das Técnicas, Indicações e Resultados Estéticos

Entendendo as técnicas: plano subglandular e submuscular

A decisão sobre onde posicionar a prótese de silicone – acima (subglandular) ou abaixo (submuscular) do músculo peitoral – é uma das etapas mais importantes do planejamento cirúrgico das mamas. Na técnica subglandular, o implante é colocado entre a glândula mamária e o músculo, ficando mais superficial. Já no plano submuscular (também chamado de subpeitoral), a prótese é posicionada parcialmente ou totalmente sob o músculo peitoral. Isso influencia tanto a aparência final quanto fatores como recuperação, palpabilidade e riscos de complicações. O Dr João Felippe, cirurgião plástico membro da SBCP, esclarece que conhecer as diferenças é essencial para uma escolha consciente e segura.

Indicações e perfis de pacientes: quando cada abordagem é recomendada?

A escolha entre os planos leva em conta características anatômicas, estilo de vida e objetivos de cada paciente. O plano subglandular costuma ser indicado para mulheres com quantidade suficiente de tecido mamário para cobrir a prótese, pele de boa qualidade e desejo de recuperação mais rápida. Já o submuscular é recomendado para pacientes muito magras, com pouco tecido mamário, maior propensão à visibilidade do implante, esportistas ou para quem deseja minimizar riscos de certos tipos de contratura capsular. Os estudos clínicos reforçam que não há uma técnica universalmente superior, e sim abordagens adaptadas ao contexto clínico, histórico médico e expectativas estéticas da paciente.

Vantagens e desvantagens de cada técnica

O posicionamento acima do músculo (subglandular) oferece recuperação pós-operatória mais confortável e rápida, menor tempo de dor muscular e facilidade em algumas revisões cirúrgicas. Porém, pode elevar o risco de ondulações (rippling) em pacientes muito magras e, com o tempo, apresentar maior índice de visibilidade e palpabilidade das bordas do implante. Há também possibilidade maior de pitose tardia pelo peso do silicone sobre o próprio tecido mamário.

No plano submuscular, parte significativa do implante fica coberta por músculo, conferindo aparência mais natural em pacientes com pouco volume mamário, disfarce de irregularidades e menor probabilidade de rippling. Além disso, há estudos apontando um risco reduzido de contratura capsular e de interferência em exames como a mamografia. Por outro lado, o pós-operatório tende a ser mais desconfortável, com dor muscular acentuada sobretudo nos primeiros dias, e limitação para atividades físicas envolvendo peitoral durante a recueração inicial.

Resultados estéticos e expectativas: o que a ciência orienta

A literatura científica demonstra que os resultados variam de acordo com adequação à anatomia, técnica adotada e experiência do cirurgião. No subglandular, pode-se obter mamas mais arredondadas e projeção superior do colo, especialmente se a paciente já possui tecido próprio. No submuscular, o resultado tende a ser mais natural, com transição suave entre tórax e seio, e menor risco de marcas ou rugosidades. É importante, como ressalta o Dr João Felippe, alinhar expectativas, explicando que fatores individuais, envelhecimento e variações de peso também influenciam o resultado final.

Os estudos atuais também destacam a técnica do plano duplo (dual plane), em que a prótese fica parcialmente sob músculo e parcialmente sob glândula, associando vantagens de ambos os métodos para certos perfis de pacientes.

Possíveis riscos e complicações

Em ambos os planos, existem riscos inerentes à cirurgia de prótese de mamas, como infecção, hematoma, alterações de sensibilidade, contratura capsular e, raramente, deslocamento do implante. No subglandular, há maior incidência de ondulações visíveis em pacientes magras, enquanto no submuscular pode ocorrer movimentação do implante com a contração do peitoral (“animation deformity”). Vale sempre frisar que acompanhamento especializado e seguimento das orientações médicas são essenciais para minimizar complicações e promover a recuperação adequada.

A importância da avaliação médica individualizada

A decisão sobre o plano de colocação do silicone é resultado de análise detalhada das proporções corporais, qualidade da pele, quantidade de tecido mamário e estilo de vida. O Dr João Felippe utiliza recursos como exames de imagem, simulação de formatos e consultas multiprofissionais para entender os objetivos, esclarecer dúvidas e envolver a paciente na tomada de decisão. É fundamental que cada paciente entenda que resultados individuais são influenciados por múltiplos fatores e que a cirurgia plástica exige acompanhamento contínuo para manutenção da saúde e da estética.

Conclusão

A escolha entre colocar o silicone por cima ou por baixo do músculo deve ser realizada de maneira personalizada, baseada em critérios clínicos, anatômicos e nos objetivos da paciente. Ambas as técnicas contam com respaldo científico, oferecem excelentes resultados quando bem indicadas e seguidas de acompanhamento apropriado. Consultas detalhadas, comunicação aberta e a experiência do cirurgião, como a do Dr João Felippe, são fundamentais para segurança e satisfação no resultado final. Para esclarecer dúvidas ou agendar sua avaliação, entre em contato com a clínica e permita-se realizar uma escolha informada e segura.

Sobre o Dr João Felippe

O Dr João Felippe Mendes é cirurgião plástico, membro ativo da SBCP, e referência em procedimentos de mama, lipoaspiração, abdominoplastia e tecnologias avançadas como Renuvion, Vaser, Argon Plasma e Full Support Mammoplasty. Com mais de 1.900 horas de experiência em pronto-socorro, chefiou a liga acadêmica de cirurgia plástica na PUC, atuou em grandes centros de referência em São Paulo e hoje lidera a clínica própria em Paranavaí (PR), onde atende, juntamente com equipe multidisciplinar, pacientes de todo o noroeste do Paraná e realiza consultas semanais também em Maringá.

Seu atendimento se destaca pelo foco em segurança, acolhimento individualizado e protocolos personalizados para cada paciente, seja em procedimentos de prótese mamária, lipo de definição, mommy makeover ou intervenções combinadas. A clínica proporciona um ambiente moderno, privativo, dotado de tecnologia de ponta e uma jornada completa de cuidado, desde avaliação nutricional até acompanhamento pós-operatório estreito, confirmando o compromisso do Dr João Felippe com ética, transpar

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